Adoro as piadinhas sobre o vôo do Padre, só reforçam minha opinião de que quase tudo no mundo gira em torno da vaidade

Minha amiga Ana Maria tem razão sobre as piadas politicamente incorretas

Essa eu tirei do blog do meu amigo Cláudio Lessa.

Manchetes Mundiais de Hoje

April 25th, 2008

The New York Times: Padre sobe, bolsas caem.

O Globo: Caos aéreo: Piloto confirma “quase colisão” com padre.

Diário de Bogotá: Padre desaparecido pode estar em poder das FARC.

Gazeta de Madrid: Zapatero avisa: se padre entrar na Espanha, será deportado.

Diário de La Paz: Evo Morales recebe padre e pede reajuste para encher os balões de gás.

Jornal de Brasília: Padre maluco se escafedeu com balões de festinha.

Corrieri de la Sera: Vaticano apóia balão, mas condena camisinha.

The Washington Post: Hillary vs. Obama: Padre irá desempatar a disputa.

Beijing News: Governo Chinês confisca as imagens da queda do balão do padre no Tibet e afirma que não houve violência.

Beijing News (edição extra): Governo chinês diz que padre já está treinando para a cerimônia de abertura dos jogos olímpicos.

Al-Ahram: Resbolah diz que “padre voador” é um deboche a Maomé e promete novos ataques terroristas.

Correio Braziliense: Oposição diz ter provas de que os balões foram comprados com cartão corporativo.

Diário do Equador: Governo confirma que balão foi abatido pelo exército Colombiano e exige explicações.

É tudo tão ridículo

Abril 26, 2008

Nem precisei abrir a Folha hoje. Na capa, a chamada do texto de Clóvis Rossi já fez meu dia feliz. Análise precisa e brilhante:

Quércia, tucanos e PT são farinha do mesmo saco?

O PSDB nasceu para que seus caciques se livrassem da incoveniência de chamar Orestes Quércia de companheiro. Agora, o caquice José Serra não vê incoveniente nisso. Para o PT, Aécio Neves é incompatível; Quércia, Collor e Maluf não. É tudo tão ridículo.

Duas tarefas

Abril 21, 2008

Esses dias ouvi uma história mais ou menos assim:

João era o funcionário exemplar. Em oito anos de empresa, nunca tinha faltado, só duas vezes tinha chegado atrasado e sempre cumpria suas tarefas sem reclamar. Um dia, sem querer, viu o comprovante de pagamento de Luís, seu colega mais direto. Eles tinham as mesmas atribuições, mas Luís estava na empresa há pouco mais de um ano. E nesse dia João viu que o salário de Luís era maior que o seu. Ficou revoltado.

O fim do ano se aproximava e João resolveu tomar coragem e pedir um aumento ao chefe. Marcou com a secretária para o dia seguinte e chegou quinze minutos antes:

- Chefe, preciso falar com o senhor.

- Tudo bem João, mas queria te pedir uma coisa antes. Quero fazer uma festa de fim de ano da empresa e pensei em fazer no restaurante do Moreira, onde o pessoal almoça sempre. Você passa lá e pergunta para ele quanto sairia? Fala com ele e amanhã a gente conversa sobre o teu assunto.

- Tudo bem chefe.

Dia seguinte:

- Chefe, o Moreira disse que pode fazer. Vai custar R$ 12 por pessoa.

- Isso inclui bebida?

- Não sei chefe, posso perguntar.

- E que dias a gente pode fazer?

- Tenho que verificar chefe.

- Tudo bem, checa essas informações e amanhã a gente conversa.

Dia seguinte:

- Chefe, com bebida incluída ele faz R$ 20 por pessoa. Ele disse que podemos fazer qualquer dia.

- Será que a gente consegue só refrigerante e cerveja por R$ 15?

- Não sei chefe.

Pegou o telefone e fez o mesmo pedido a Luís: quero fazer uma festa de fim de ano aqui na empresa. Pergunta para o Moreira quanto sairia?

Em dez minutos Luís ligou, o chefe colocou no viva-voz.

- Chefe, o Moreira disse que pode fazer qualquer dia. Mas o convenci a dar 10% de desconto se for sexta-feira, pois ele não precisa pagar hora extra dos garçons. Ele queria cobrar R$ 20 por pessoa com bebida, mas se a gente servir só cerveja ele faz por R$ 15, mais o desconto. E se a gente levar mais de 100 pessoas sai por R$ 13. Quer que eu confirme ou levanto o preço no restaurante do Pedro lá na avenida?

- Pode fechar Luís, obrigado.

E virando-se para João:

- O que você queria me falar mesmo?