Futebolísticas

Junho 16, 2008

Como quase todo o mundo, acompanho o futebol há muito tempo. E mais de 20 anos de experiência como espectador e analista amador me trouxeram algumas certezas, como a de que o jogador que sofre o pênalti deveria ser obrigado a cobrá-lo. Além de aumentar a chance de não convertê-lo, trazendo mais emoção à partida, diminui a chance de um jogador sagrar-se artilheiro a custa de pênaltis bem cobrados.

Mas há outras questões que ainda me enchem de dúvida, como, por exemplo, o que é mais vantagem: jogar em casa a primeira ou a segunda num mata-mata? Outra dúvida que consegui dissipar recentemente foi a sobre gostar ou não de o gol fora de casa valer mais. A final da Copa do Brasil me mostrou que sim, é uma regra interessante. O golzinho do Sport no final da primeira partida em São Paulo deu um novo e encantador brilho à segunda partida da final no Recife – e o título ao Leão da Ilha do Retiro. Não fosse a regra, o segundo jogo provavelmente seria chatíssimo e o Corinthians seria campeão.

E a Copa do Brasil (assim como os estaduais deste ano) só fez ratificar minha opinião: campeonato tem que ter final. E semi-final. Essa mania que temos de copiar tudo o que é europeu vem tirando boa parte do brilho do nosso campeonato. A fórmula de pontos corridos é sem dúvida a mais justa, premia a regularidade e quase sempre consagra o melhor time. Em contrapartida tira muito da emoção. O futebol não precisa ser tão cartesiano. Perde a graça.