elefante

Li na Piauí um breve reportagem, o homem elefante. Gosto muito dessas micro-biografias de pessoas comuns que fazem por lá, lembro de duas muito boas: uma paulista que vive de doar óvulos nos EUA e de um policial aposentado que elabora palavras cruzadas. Essa do homem elefante não é nada demais, mas o subtítulo é simplesmente genial. Paquiderme que se preza ouve Bob Dylan. Não tem nada a ver com o contexto da matéria, mas a expressão é muito maior que o texto. Serve para muita gente que que olha o passado com tal nostalgia que vive com quatro toneladas a mais.

Problemas e soluções

Dezembro 30, 2008

guruAo procurar a ajuda de padres, psicoterapeutas ou médiuns, as pessoas têm algo em comum: possuem um problema (ou mais de um) e querem resolvê-lo(s). E todos eles, cada um de sua maneira, usam a mesma técnica: propor soluções concretas para problemas abstratos. O padre sugere ave-marias, o psicoterapeuta identifica alguma relação obscura de causa-conseqüência (se freudiano, em geral culpando a mãe), e o médium observa energias negativas em algum lugar, usando termos meio coringas. Assim, tangibilizada, a solução fica mais simples e o problema tem mais chance de ser resolvido. “E não é que ele tinha razão”, sai pensando o consultado. Nada mais fazem esses gurus do que aplicar uma velhíssima regra universal: a única forma de resolver um conjunto de problemas e infelicidades é separando-os cuidadosamente e tratando-os um de cada vez.